{"componentChunkName":"component---src-templates-article-index-tsx","path":"/renda-fixa/macro-research/tesouro-direto-como-montar-uma-carteira-diversificada","result":{"pageContext":{"category":{"id":"fbde56e9-8893-43e0-b80e-e4fa5266cca7","name":"Renda Fixa","slug":"renda-fixa","subtitle":"Tudo sobre Renda Fixa","template":"C","icon":"investments","colors":{"primary":"#72370e","primary300":"#72370e","primary200":"#72370e","primary100":"#72370e"}},"subcategoria":{"id":"6e5cad11-caec-48d6-8b4f-e58d55d60425","name":"Macro Research","slug":"macro-research"},"fileContents":{"id":"4cd51098-541a-4e39-9a46-ef7c55978ef2","slug":"tesouro-direto-como-montar-uma-carteira-diversificada","title":"Tesouro Direto: como montar uma carteira diversificada","categoryId":"fbde56e9-8893-43e0-b80e-e4fa5266cca7","shares":0,"spotlight":true,"isBestContent":false,"isVideo":false,"summary":"Carteira Recomendada","authorId":"b2e77e27-1156-4d7c-b27b-a97f7fd0f270","introduction":"Veja como investir","readingTime":"","tags":["strategy"],"homeImage":{"url":"https://d9hzq3shxgvwu.cloudfront.net/news/home-images/d716619fa4054be0be669c01fb3c7093_images-49.jpg","alt":"TD"},"gridImage":{"url":"https://d9hzq3shxgvwu.cloudfront.net/news/home-images/d716619fa4054be0be669c01fb3c7093_images-49.jpg","alt":"TD"},"contentBlocks":[{"key":"news-editor-1","type":"text","content":{"title":"","text":"<p>Quer começar a investir, mas ainda não sabe por onde?&nbsp;</p>\n<p></p>\n<p>O Tesouro Direto pode ser uma das portas de entrada mais simples para o mundo dos investimentos. Com diferentes tipos de títulos, é possível montar desde uma reserva de emergência até uma carteira pensando no longo prazo.</p>\n<p></p>\n<p>Dar o primeiro passo no mundo dos investimentos nem sempre é fácil. São tantas siglas, produtos e taxas que muita gente acaba deixando o dinheiro parado ou mantendo tudo na poupança simplesmente por não saber por onde começar.</p>\n<p></p>\n<p>E é justamente aí que entra o Tesouro Direto. Criado pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3, o programa permite que pessoas físicas invistam em títulos públicos federais de maneira simples e acessível.</p>\n<p></p>\n<p>Na prática, quando você compra um título público, está emprestando dinheiro para o Governo Federal. Em troca, recebe o valor investido acrescido de uma remuneração, de acordo com as características do título escolhido. Da mesma forma do CDB de um banco, ou uma Debênture de uma empresa, só que com menos risco, pois o Governo tem risco soberano, e é bem mais difícil de quebrar do que um banco ou uma empresa.</p>\n<p></p>\n<p>E também outra grande vantagem do Tesouro Direto é justamente não existir apenas uma opção. Há títulos para objetivos e prazos diferentes, e entender essas diferenças pode ajudar você a montar uma carteira muito mais eficiente.</p>\n<p></p>\n<p><strong>Tesouro Direto é seguro?</strong></p>\n<p></p>\n<p>Os títulos do Tesouro Direto são emitidos pelo Tesouro Nacional e representam dívida do Governo Federal. Por isso, são normalmente considerados os ativos de menor risco de crédito em reais disponíveis ao investidor.</p>\n<p></p>\n<p>É importante lembrar que Tesouro Direto não possui cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A segurança vem justamente do fato de o pagamento ser uma obrigação do Tesouro Nacional.</p>\n<p></p>\n<p>Outro ponto importante é não confundir risco de crédito com oscilação de preço. Alguns títulos públicos podem apresentar variações relevantes de preço antes do vencimento. Por isso, mesmo investindo no Tesouro, é fundamental escolher o título adequado para cada objetivo.</p>\n<p></p>\n<p><strong>Quais são os principais títulos do Tesouro Direto?</strong></p>\n<p></p>\n<p>Embora atualmente você encontre nomes mais simples nas plataformas de investimento, como Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+, talvez já tenha ouvido falar em algumas siglas como LFT, LTN e NTN-B.</p>\n<p></p>\n<p>Elas são as denominações tradicionalmente utilizadas para esses títulos públicos. E entender cada uma delas é mais fácil do que parece.</p>\n<p></p>\n<p><strong>Tesouro Selic (LFT)</strong></p>\n<p></p>\n<p>A LFT — Letra Financeira do Tesouro, conhecida atualmente como Tesouro Selic, é um título pós-fixado cuja rentabilidade acompanha a taxa Selic.</p>\n<p></p>\n<p>Por apresentar baixa volatilidade em comparação aos títulos prefixados e indexados à inflação de prazos mais longos, costuma ser uma alternativa para quem está começando a investir e principalmente para a construção da reserva de emergência.</p>\n<p></p>\n<p>Também pode ser utilizada para recursos que poderão ser necessários no curto prazo. Imagine, por exemplo, que você tenha R$ 10 mil guardados para uma emergência. Nesse caso, talvez não faça sentido assumir grandes oscilações de mercado buscando uma rentabilidade adicional. O objetivo principal daquele dinheiro é estar disponível quando você precisar. É justamente aí que o Tesouro Selic pode exercer um papel importante dentro da carteira.</p>\n<p></p>\n<p><strong>Tesouro Prefixado (LTN)</strong></p>\n<p></p>\n<p>A tradicional LTN — Letra do Tesouro Nacional é atualmente conhecida como Tesouro Prefixado. Como o próprio nome indica, nesse título você conhece a taxa de rentabilidade contratada no momento da aplicação. Se comprar, por exemplo, um título pagando uma determinada taxa ao ano e mantê-lo até o vencimento, aquela será a taxa bruta contratada para o período.</p>\n<p></p>\n<p>Isso pode ser interessante para quem acredita que as taxas disponíveis naquele momento estão atrativas e quer travar uma rentabilidade para os próximos anos. Mas existe um detalhe muito importante: o preço do Tesouro Prefixado oscila diariamente. Se as taxas de juros do mercado caírem depois da compra, o preço do título tende a subir. Se as taxas subirem, o preço tende a cair. Esse mecanismo é conhecido como marcação a mercado.</p>\n<p></p>\n<p>Por isso, quem precisar vender o título antes do vencimento poderá ter uma rentabilidade diferente daquela contratada inicialmente — inclusive com possibilidade de perda naquele momento.</p>\n<p></p>\n<p><strong>Tesouro IPCA+ (NTN-B)</strong></p>\n<p></p>\n<p>Já a NTN-B — Nota do Tesouro Nacional Série B, encontrada pelo investidor como Tesouro IPCA+, combina duas formas de remuneração:</p>\n<p></p>\n<p>&gt; inflação medida pelo IPCA + uma taxa de juros real</p>\n<p></p>\n<p>Imagine, apenas como exemplo, um título oferecendo IPCA + 6% ao ano. Nesse caso, mantendo o investimento até o vencimento, o investidor terá uma remuneração vinculada à inflação do período acrescida da taxa real contratada, observadas as condições do título.</p>\n<p></p>\n<p>É justamente essa característica que torna o Tesouro IPCA+ especialmente interessante para objetivos de longo prazo e preservação do poder de compra.</p>\n<p></p>\n<p>Pode ser utilizado, por exemplo, para aposentadoria, independência financeira ou algum projeto que acontecerá daqui a muitos anos. Mas atenção: quanto maior o prazo do título, maior pode ser sua sensibilidade às mudanças nas taxas de juros.</p>\n<p></p>\n<p>Por isso, o Tesouro IPCA+ também pode apresentar oscilações importantes caso seja vendido antes do vencimento.</p>\n<p></p>\n<p><strong>Afinal, qual Tesouro escolher?</strong></p>\n<p></p>\n<p>Não existe um único título que seja o melhor para todas as situações. Uma maneira simples de pensar é relacionar cada título ao objetivo do dinheiro:</p>\n<p></p>\n<p>&gt; Tesouro Selic: liquidez, reserva de emergência e objetivos de curto prazo</p>\n<p>&gt; Tesouro Prefixado: objetivos com prazo definido e possibilidade de travar uma taxa conhecida</p>\n<p>&gt; Tesouro IPCA+: objetivos de longo prazo e proteção do poder de compra contra a inflação</p>\n<p></p>\n<p>Em vez de perguntar apenas “qual título rende mais?”, talvez seja mais importante perguntar:</p>\n<p>“Quando vou precisar desse dinheiro?”</p>\n<p></p>\n<p>Essa resposta pode mudar completamente a escolha do investimento.</p>\n<p></p>\n<p><strong>Marcação a mercado: por que o Tesouro pode cair?</strong></p>\n<p></p>\n<p>Esse é um dos pontos que mais confundem quem está começando. Embora sejam investimentos de renda fixa, os títulos públicos podem oscilar diariamente. Isso acontece porque as taxas negociadas no mercado mudam constantemente. Quando a taxa exigida pelos investidores sobe, o preço dos títulos já emitidos tende a cair. Quando a taxa cai, o preço tende a subir.</p>\n<p></p>\n<p>Essa relação é particularmente importante no Tesouro Prefixado e no Tesouro IPCA+, principalmente nos títulos de vencimentos mais longos.</p>\n<p></p>\n<p>Por isso, uma regra simples pode ajudar bastante o investidor iniciante:</p>\n<p>&gt; se você pretende carregar o título até o vencimento, escolha um vencimento compatível com a data em que pretende utilizar o dinheiro.</p>\n<p></p>\n<p>Assim, você reduz a necessidade de vender antecipadamente um título em um momento desfavorável do mercado.</p>\n<p></p>\n<p><strong>Quanto é preciso para começar?</strong></p>\n<p></p>\n<p>Outra vantagem é a acessibilidade. Não é necessário ter milhares de reais para começar. Existem títulos disponíveis por valores bastante reduzidos, permitindo que o investidor comece aos poucos e faça novos aportes ao longo do tempo.</p>\n<p></p>\n<p>No Inter, há opções do Tesouro Direto com aplicações a partir de poucos reais. Mais importante do que começar com muito dinheiro é criar o hábito de investir regularmente.</p>\n<p></p>\n<p><strong>Tesouro Direto estão sujeitos ao Imposto de Renda?</strong></p>\n<p></p>\n<p>Sim. Os títulos tradicionais do Tesouro Direto estão sujeitos ao Imposto de Renda sobre os rendimentos, seguindo a tabela regressiva da renda fixa. Quanto maior o período do investimento, menor pode ser a alíquota, chegando a 15% para aplicações mantidas por mais de 720 dias.</p>\n<p></p>\n<p>Também pode haver incidência de IOF caso o resgate aconteça nos primeiros 30 dias. Além disso, existe a taxa de custódia da B3 de 0,2% ao ano.</p>\n<p></p>\n<p>No Inter, não há cobrança de taxa de administração para investir no Tesouro Direto.</p>\n<p></p>\n<p><strong>Onde investir no Tesouro Direto?</strong></p>\n<p></p>\n<p>Investir no Tesouro Direto pelo Inter é simples e pode ser feito diretamente pelo Super App. Veja o passo a passo:</p>\n<p></p>\n<p>&gt; 1. Abra o <strong>Super App do Inter e faça login</strong> - se não tiver conta o cadastro é super simples e demora cerca de 2 minutos, basta baixar na loja de aplicativos do seu celular e seguir os passos</p>\n<p>&gt; 2. Acesse a opção <strong>Invest</strong></p>\n<p>&gt; 3. Entre em <strong>Invest Fácil</strong></p>\n<p>&gt; 4. Escolha selecionando seu título do Tesouro Direto, por <strong>exemplo Tesouro Prefixado 2029, Tesouro Selic 2031</strong> entre outros</p>\n<p>&gt; 5. Compare os títulos e seus respectivos vencimentos, e <strong>escolha aquele mais adequado</strong> ao seu objetivo</p>\n<p>&gt; 6. Defina o valor que deseja investir colocando no campo <strong>“Quanto você quer investir...”</strong></p>\n<p>&gt; 7. Confira as informações e confirme a aplicação clicando em <strong>“Quero investir”</strong></p>\n<p></p>\n<p>Para começar a investir, é necessário ter realizado o Teste de Perfil do Investidor (suitability) e dado aceite no Termo do Investidor DTVM.</p>\n<p></p>\n<p>Antes de confirmar qualquer investimento, observe principalmente três informações: tipo de título, vencimento e taxa oferecida.</p>\n<p></p>\n<p>Esses três fatores ajudam a entender qual papel aquele investimento deverá cumprir dentro da sua carteira.</p>\n<p></p>\n<p><strong>É possível montar uma carteira diversificada somente com Tesouro Direto?</strong></p>\n<p></p>\n<p>Sim. E esse talvez seja um dos aspectos mais interessantes do Tesouro Direto.</p>\n<p></p>\n<p>Mesmo investindo apenas em títulos públicos, é possível distribuir o patrimônio entre diferentes indexadores, prazos e cenários econômicos.</p>\n<p></p>\n<p>Uma carteira sugerida, pensando em um investidor que busca equilíbrio entre liquidez, previsibilidade e proteção de longo prazo, poderia ser:</p>\n<p></p>\n<p><strong>Título: Tesouro Selic (LFT)</strong></p>\n<p><strong>Participação: 45%</strong></p>\n<p><strong>Objetivo: </strong>Liquidez e menor volatilidade</p>\n<p></p>\n<p><strong>Título: Tesouro IPCA+ (NTN-B)</strong></p>\n<p><strong>Participação: 35%</strong></p>\n<p><strong>Objetivo: </strong>Proteção contra inflação e longo prazo</p>\n<p></p>\n<p><strong>Título: Tesouro Prefixado (LTN)</strong></p>\n<p><strong>Participação: 25%</strong></p>\n<p><strong>Objetivo: </strong>Travar taxas e diversificar a carteira</p>\n<p></p>\n<p>Essa distribuição não é uma recomendação individual e pode mudar de acordo com o perfil, os objetivos e principalmente o prazo de cada investidor.</p>\n<p></p>\n<p>Um investidor mais conservador ou que possa precisar do dinheiro em breve, por exemplo, pode manter uma parcela maior no Tesouro Selic.</p>\n<p></p>\n<p>Já quem possui horizonte mais longo pode aumentar gradualmente a exposição ao Tesouro IPCA+, buscando preservar o poder de compra ao longo dos anos.</p>\n<p></p>\n<p>E o Tesouro Prefixado pode complementar a estratégia ao permitir que uma parcela da carteira tenha uma taxa nominal conhecida desde o momento da aplicação até o vencimento.</p>\n<p></p>\n<p>Diversificar também é importante na renda fixa. Quando se fala em diversificação, muita gente pensa apenas em comprar diferentes ações, fundos ou investimentos internacionais.</p>\n<p></p>\n<p>Mas a diversificação também pode começar dentro da própria renda fixa. Ao combinar Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+, o investidor deixa de depender de um único cenário para os juros e a inflação. Uma parte da carteira acompanha a Selic, outra possui uma taxa prefixada e outra busca entregar uma rentabilidade acima da inflação.</p>\n<p></p>\n<p>Mais do que tentar descobrir qual será o título mais rentável nos próximos meses, o objetivo pode ser construir uma carteira preparada para diferentes cenários econômicos.</p>\n<p></p>\n<p>E para quem ainda está dando os primeiros passos, o Tesouro Direto pode ser justamente uma das formas mais simples de começar.</p>\n"}}],"relatedNews":[],"publishedAt":"2026-09-29T15:10:56.664Z","isPremium":false,"subcategoryId":"6e5cad11-caec-48d6-8b4f-e58d55d60425","prevNews":{"id":"5c6b4541-45e7-4a05-9a2b-5ecc75aa2cdd","slug":"renda-fixa-ipca","authorId":"3b2a5c2e-8fcb-45eb-beeb-f6fc8afe9dbd","title":"Renda Fixa: IPCA+","readingTime":"","spotlight":false,"shares":0,"introduction":"NTN-B: a bola da vez?","categoryId":"fbde56e9-8893-43e0-b80e-e4fa5266cca7","categoryName":"Renda Fixa","categorySlug":"renda-fixa","gridImage":{"url":"https://d9hzq3shxgvwu.cloudfront.net/news/images/29183cd916c14d779ccd9c26805a8746_20180116_vc6344.jpeg"},"homeImage":{"url":"https://d9hzq3shxgvwu.cloudfront.net/news/images/29183cd916c14d779ccd9c26805a8746_20180116_vc6344.jpeg"},"publishedAt":"2024-04-18T14:14:43.550Z","isVideo":false,"subcategoryId":"f3823311-86b6-4d9c-a8d6-fe98bf0ab0b3","subCategorySlug":"investimentos","isPremium":false},"nextNews":{"id":"3676da28-ad0d-4cea-9fd5-d31e0f2eab06","slug":"seli11-etf-para-investir-no-tesouro-selic-pela-bolsa","authorId":"ce18d562-2c86-4716-8904-f9e5b5cff8ce","title":"SELI11: ETF para investir no Tesouro Selic pela Bolsa","readingTime":"","spotlight":true,"shares":0,"introduction":"ETF muito utilizado como reserva de emergência e como garantia na B3","categoryId":"fbde56e9-8893-43e0-b80e-e4fa5266cca7","categoryName":"Renda Fixa","categorySlug":"renda-fixa","gridImage":{"url":"https://d9hzq3shxgvwu.cloudfront.net/news/home-images/ec201c96ee3e4adc9b047a49b8395b3a_renda-fixa-hoje-006.webp","alt":"Tesouro Selic"},"homeImage":{"url":"https://d9hzq3shxgvwu.cloudfront.net/news/home-images/ec201c96ee3e4adc9b047a49b8395b3a_renda-fixa-hoje-006.webp","alt":"Tesouro Selic"},"publishedAt":"2026-09-17T17:05:02.453Z","isVideo":false,"subcategoryId":"7913ad3b-733a-448e-8af7-43d6c7b7d17b","subCategorySlug":"etfs","isPremium":false}}}},"staticQueryHashes":[]}