EM MEIO A ESCURIDÃO, UM FEIXE DE LUZ APARECEU
O mês de junho trouxe algumas surpresas pro universo dos FIIs. Do início do mês até praticamente a última semana, o cenário era desafiador: a expectativa de um grande impacto na inflação crescia junto com a tensão gerada pelo conflito entre EUA e Irã. Por volta da segunda semana, o IFIX chegou a cair cerca de 2,6% em relação à abertura do mês, refletindo o receio de juros altos por mais tempo.
O cenário mudou com a divulgação do IPCA-15. Além dos sinais de desaceleração econômica já em curso — reflexo da taxa restritiva — e do fim do conflito, havia ainda uma dúvida no ar: a alta nos combustíveis e nos produtos e serviços derivados seria suficiente pra engatilhar um novo processo inflacionário? A resposta foi não. Desde a divulgação do índice, o IFIX subiu 1,16% até a presente data.
Com um cenário ainda cauteloso e de certo modo com o otimismo voltando (ainda que muito singelo), os fundos de papel devem continuar performando acima dos fundos de tijolo. Os FIIs têm uma correlação muito forte com a curva de juros, e no segundo semestre ainda teremos o potencial impacto do El Niñona inflação o que por consequência impacta na curva de juros, ou seja, até que o cenário econômico seja mais consolidado, fundamentalmente não devemos ver nada de novo sobre o sol.
